A ativação comportamental parte da psicoterapia para a depressão. A ideia central é ajudar os pacientes a identificarem e se envolverem em atividades expressivas e gratificantes, mesmo que inicialmente se sintam desinteressados, desmotivados, sem energia ou aversivos.
A ativação comportamental pode ser especialmente útil para pessoas que se sentem presas em um ciclo de inatividade e falta de motivação, o que é comum na depressão. Ao estabelecer objetivos claros e identificar atividades que podem fornecer um senso de realização, a ativação comportamental pode ajudar as pessoas a recuperar o senso de energia e a alegria pela vida.
O terapeuta pode ajudar o paciente a identificar atividades que podem ser realizadas de forma realista e que sejam relevantes para as metas pessoais do indivíduo. A ativação comportamental também pode envolver o estabelecimento de rotinas contínuas e estratégicas para superar obstáculos ou pensamentos negativos que podem surgir. Exemplos podem ser uma caminhada (ou qualquer atividade física), leitura, fazer artesanato, aprender ou tocar um instrumento musical, conversa e reunião com amigos, passeios, etc.
É importante deixar claro que é de suma importância que a atividade escolhida seja de agrado do paciente, em especial atividades que antes de se sentir deprimido já eram executadas e traziam a sensação de prazer, realização e/ou domínio (o paciente sabia fazer), assim facilitando que tais atividades possam ser proveitosas e tragam em si a sensação de bem estar. Outra coisas a se ressaltar é que tal procedimento pode ser tentado pela própria pessoa, mas a melhor forma é acompanhada pelo psicoterapeuta para que se garanta eficiência e eficácia.
Em resumo, a motivação comportamental é uma abordagem eficaz para ajudar as pessoas a superarem a depressão, concentrando-se em atividades expressivas e gratificantes para criar a motivação e o senso de propósito.
Julio Cezar L. Steffanello
Psicólogo CRP07/17699
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